A orientação sexual a fragilidade da heterossexualidade

Esse não é um conceito originalmente meu; quem apontou isso foi o colunista norte-americano Dan Savage. Ele chama a atenção para o fato de que, em nossa cultura, um homem ser hétero significa duas coisas: que você não é mulher e que não é viado.


E portanto o homem hétero vive sob constante patrulha, pois qualquer escorregão numa dessas direções pode marcá-lo como gay enrustido. Pense bem: um gay pode beijar uma mulher, pode transar com uma mulher, pode fazer um filho numa mulher, e ninguém vai suspeitar que por trás daquela bicha existe um hétero reprimido.



As garotas beijam-se umas às outras nas festas, experimentam transar com mulheres e, se depois resolvem que gostam mesmo é de homem, podem se apresentar como heterossexuais pelo resto da vida sem que pairem negras nuvens de dúvida sobre suas preferências. Elas podem até contar para os maridos o que fizeram, e esses maridos provavelmente vão ficar com tesão.

Já o homem heterossexual vive em estado de sítio. É vaidoso demais? Hmmmm, viadinho. Chora vendo novela? Bichona [...]

 E a marcação cerrada não vem apenas dos amigos héteros, mas também das mulheres, namoradas, família, e até gays. Esposas são capazes de colocar em dúvida a “macheza” do marido após décadas de casadas se, um dia, ele contar que quando jovem foi pra cama com outro cara uma vez.

Nesse sentido, ser gay é muito libertador.



O que só me deixa ainda mais perplexo quando eu me deparo com os gays que se anunciam orgulhosamente como machos pra caralho.

Fonte: http://www.ladobi.com/2014/03/gays-machoes/